quarta-feira, 8 de julho de 2026

Nem tudo azul ou verde

Vesti a camisa do Goytacaz anos 80, que guardo pra momentos especiais. 

Ela é quente, de pano.

Carrega o simbolismo da década, mágica pra mim. 

Fui pro "Cana e Café", na esquina de casa.

Local conhecido popularmente como "Bar do Sidney".

Ele, o Sidney, tem certa relação com a Seleção Brasileira. 

Descobriu Edvaldo, o "Cavalo", reserva de Leandro na Copa de 82.

O estabelecimento fica na lateral da minha casa. 

Em 86 tivemos o lateral Josimar, pai de nome do "Vozinha", estrela desse ano na incrível Cabo Verde, que se chama, na verdade, "Josimar". 

Sidney é Goytacaz como eu. 

É o nosso time de bairro que revelou Amarildo, substituto de Pelé e campeão em 62 junto com outro campista: Didi, vencedor em 58 e melhor da Copa. 

Didi era fantástico, jogou até no Real Madri de Vinícius Júnior, nosso craque atual.

Fiz todas as conexões possíveis. 

O Brasil, não. 

Teve memes, zoações, mas quem nos calou foi o branquelo Halland. 

De cabeça e com os pés.

Fomos um fiasco, mais uma vez, assim: da cabeça aos pés. 

Sigo com a camisa do Goytacaz. 

Sempre azul. 

Para sempre Amarildo. 

E Didi. 

Comprei esses dias uma nova camisa. 

É verde, com o número 1970, o placar final e todos os gols da decisão da melhor Seleção da história. 

Por mim e pelo que lembro do que é o futebol brasileiro, vou usar amanhã. 

E Sidney não sabe disso.

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