Vesti a camisa do Goytacaz anos 80, que guardo pra momentos especiais.
Ela é quente, de pano.
Carrega o simbolismo da década, mágica pra mim.
Fui pro "Cana e Café", na esquina de casa.
Local conhecido popularmente como "Bar do Sidney".
Ele, o Sidney, tem certa relação com a Seleção Brasileira.
Descobriu Edvaldo, o "Cavalo", reserva de Leandro na Copa de 82.
O estabelecimento fica na lateral da minha casa.
Em 86 tivemos o lateral Josimar, pai de nome do "Vozinha", estrela desse ano na incrível Cabo Verde, que se chama, na verdade, "Josimar".
Sidney é Goytacaz como eu.
É o nosso time de bairro que revelou Amarildo, substituto de Pelé e campeão em 62 junto com outro campista: Didi, vencedor em 58 e melhor da Copa.
Didi era fantástico, jogou até no Real Madri de Vinícius Júnior, nosso craque atual.
Fiz todas as conexões possíveis.
O Brasil, não.
Teve memes, zoações, mas quem nos calou foi o branquelo Halland.
De cabeça e com os pés.
Fomos um fiasco, mais uma vez, assim: da cabeça aos pés.
Sigo com a camisa do Goytacaz.
Sempre azul.
Para sempre Amarildo.
E Didi.
Comprei esses dias uma nova camisa.
É verde, com o número 1970, o placar final e todos os gols da decisão da melhor Seleção da história.
Por mim e pelo que lembro do que é o futebol brasileiro, vou usar amanhã.
E Sidney não sabe disso.
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