terça-feira, 13 de outubro de 2015

Sete e quarenta e cinco

Na comunhão dos desastres
Nas desastradas conjunções
Na linguagem silenciosa
No silêncio da amostragem
Da pequena morte
Na sorte serena
Sempre inexistente amor

Na sanha dos talheres
Nas mulheres da manhã
No carinho intacto
No tato do caminho
Da insensatez sóbria
No ébrio cortês
Sempre inexistente amor

Na desfaçatez carnal
Nas amorais matinês
Na sangria sem gota
Na boca sem agonia
Da palidez horizontal
No varal da nudez
Sempre inexistente amor

quarta-feira, 4 de março de 2015

Dijaojinha

Tinha que ser fineza;
A chuva, a tristeza.
Onde não há realeza,
Bailarino apaga destreza.

A calça rasgada de suor
Rege meu dia, dó maior.
Sigo na vida firme que só,
E volto para casa melhor.

Depois ainda vem você
Poesia pura oferecer.
Põe a alma a estender,
Enxerga quando não vê.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Ei, Phill!!!

Ei, Phill,
Lembra do Zé Cândido,
Coronel e até lobisonem?
Quando a gente era lido
Em letra de menino-homem?

Ei, Phill,
O Campeonato Campista
Com times das usinas...
E como alegrava nossa vista
O bonde com as meninas...

Ei, Phill,
Campos com açúcar, cana;
Árvores, ruas nuas, alma.
Orgulho, rio, risos e gana;
Dias de sol e brisa calma.

Ei, Phill,
As normalistas do Iepam,
O Coreto do Liceu, a praça...
Raposas políticas, clãs!!!
História que vem de graça.