Futebol é um reino de todo mundo. Mas a coroa é individual.
Nos anos 80 surgiu um dos maiores jogadores da história: Romário.
Era um Vasco e tanto, com, inclusive, o sensacional e ídolo máximo Roberto Dinamite.
Luciano Flor, sim, esse era seu sobrenome, meu amigo e vascaíno, não se empolgou.
-Ele só sabe fazer gol.
-Só?
-Só.
E a conversa foi na quadra de futebol de salão, o Futsal da época, na então Escola Técnica Federal de Campos, a inesquecível ETFC dos jalecos cor do azul das manhãs.
Hoje é IFF, Instituto Federal Fluminense.
Sobre aquele "duvidoso" Romário, a gente sabe.
Nunca marcou, marcavam ele.
Em 1994 ganhamos, ele foi espetacular.
Erguemos a Copa em cima da Itália.
Agora temos um italiano no comando da Seleção.
E um centroavante, longe, bem distante mesmo de Romário, mas o único no ofício com capacidade técnica acima da média.
E inventivo.
Não conversei com Luciano Flor sobre Pedro.
Mas talvez o ouça, na voz comum e recorrente:
-Ele só sabe fazer gol.
Se for os de ontem, contra o Fluminense, o convoque, Ancelotti.
Você é italiano.
Lembra do Romário?
Então, tudo o mais são flores.
O buquê, a gente escolhe: de parabéns ou pêsames.
E que me perdoem os feios, mas Pedro é bonito.
De ver.
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