domingo, 3 de maio de 2026

Não se queixe

Futebol é um reino de todo mundo. Mas a coroa é individual. 

Nos anos 80 surgiu um dos maiores jogadores da história: Romário. 

Era um Vasco e tanto, com, inclusive, o sensacional e ídolo máximo Roberto Dinamite. 

Luciano Flor, sim, esse era seu sobrenome, meu amigo e vascaíno, não se empolgou.

-Ele só sabe fazer gol.

-Só?

-Só.

E a conversa foi na quadra de futebol de salão, o Futsal da época, na então Escola Técnica Federal de Campos, a inesquecível ETFC dos jalecos cor do azul das manhãs. 

Hoje é IFF, Instituto Federal Fluminense. 

Sobre aquele "duvidoso" Romário, a gente sabe.

Nunca marcou, marcavam ele. 

Em 1994 ganhamos, ele foi espetacular. 

Erguemos a Copa em cima da Itália.

Agora temos um italiano no comando da Seleção. 

E um centroavante, longe, bem distante mesmo de Romário, mas o único no ofício com capacidade técnica acima da média. 

E inventivo.

Não conversei com Luciano Flor sobre Pedro. 

Mas talvez o ouça, na voz comum e recorrente:

-Ele só sabe fazer gol.

Se for os de ontem, contra o Fluminense, o convoque, Ancelotti.

Você é italiano.

Lembra do Romário?

Então, tudo o mais são flores.

O buquê, a gente escolhe: de parabéns ou pêsames. 

E que me perdoem os feios, mas Pedro é bonito.

De ver.



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